SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS DE MASSA EM UM MACIÇO RESIDUAL ÚMIDO CEARENSE

Autores

  • Paulo Emanuel Alves Lopes Universidade Estadual do Ceará
  • Gislania de Meneses Silva Universidade Estadual do Ceará
  • Lara Lima Lourenço Universidade Estadual do Ceará
  • Maria Lúcia Brito da Cruz Universidade Estadual do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.48025/ISSN2675-6900.v7n2.2026.480

Palavras-chave:

Geotecnologias, Análise multicritério, Planejamento Territorial

Resumo

Os movimentos de massa constituem importantes processos geomorfológicos em áreas de relevo acidentado, sendo condicionados pela interação entre fatores naturais e intervenções antrópicas. Nesse contexto, o objetivo foi identificar áreas suscetíveis à ocorrência de movimentos de massa no Maciço da Aratanha (CE), bem como analisar de que forma a interação entre os fatores naturais e as ações antrópicas contribui para a intensificação desses processos. Foram utilizados dados georreferenciados, produtos de sensoriamento remoto, técnicas de análise multicritério e álgebra de mapas. Os resultados apresentam predominância de áreas altamente suscetíveis (45,49%), seguidas das classes média (31,22%) e baixa (23,29%), evidenciando o controle dos atributos geomorfológicos. A suscetibilidade biofísica gerada subsidia o planejamento territorial, a gestão ambiental e a prevenção de desastres no maciço.

Biografia do Autor

Paulo Emanuel Alves Lopes, Universidade Estadual do Ceará

Mestrando em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (ProPGeo) da Universidade Estadual do Ceará. Graduado em Geografia (Bacharelado) pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com vínculo no Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Aplicados (LABGEO/UECE). Integra o Grupo de Pesquisa Semiárido Brasileiro e o Contexto Geoambiental, certificado pelo CNPq, e atua como membro colaborador dos grupos de estudo Análise Geoambiental do Semiárido e Suas Paisagens de Exceção (Angeo) e Sensoriamento Remoto e Estudos Aplicados. Possui experiência na área de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto, com foco no uso de geotecnologias para identificação e mapeamento de paisagens. Desenvolve pesquisas e análises aplicadas à paisagem no contexto de Sistemas de Informação Geográfica (SIG), especialmente na interpretação e tratamento de dados geoespaciais.

Gislania de Meneses Silva, Universidade Estadual do Ceará

Doutoranda em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Estadual do Ceará (ProPGeo/UECE), bolsista CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, realiza doutorado sanduíche na Universidade do Minho, Portugal. É vinculada ao Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Aplicados (LABGEO). Especialista em Geoprocessamento Aplicado à Análise Ambiental e Recursos Hídricos (2021) e graduada em Geografia Bacharelado pela Universidade Estadual do Ceará (2018). Possui formação técnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará IFCE (2015).Foi bolsista de Transferência Tecnológica na Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), atuando no Projeto Malha DÁgua, com experiência em levantamento estatístico, análise e correção de dados mapeados, geração de produtos cartográficos e elaboração de relatórios técnicos. Também contribuiu na integração de dados de projetos sociais do governo estadual, como Projeto São José III, Água para Todos, Sistema Integrado de Saneamento Rural (SISAR), Água Doce, entre outros.Integra os grupos de pesquisa Semiárido Brasileiro e o Contexto Geoambiental e Resíduos Sólidos e Reúso de Água Residuária, certificados pelo CNPq. Atua ainda na Supervisão do Grupo de Sensoriamento Remoto e Estudos Aplicados. Tem experiência nas áreas de Geografia, com ênfase em Análise Geoambiental, Geoprocessamento, Bacias Hidrográficas e Resíduos Sólidos.

Lara Lima Lourenço, Universidade Estadual do Ceará

Doutoranda em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (ProPGeo) da Universidade Estadual do Ceará, com período sanduíche (PDSE/CAPES) na Universidade do Minho em Portugal, bolsista do CNPq e integrante do Laboratório de Geoprocessamento e Estudos Aplicados (LABGEO/UECE). Mestra em Geografia Física (ProPGeo/UECE, 2024), bacharela em Geografia (UECE, 2021) e graduanda em Geografia/Licenciatura (UNIASSELVI). Pós-graduada em Topografia e Sensoriamento Remoto (FAVENI, 2022), Especialista em Geoprocessamento aplicado à análise ambiental e aos recursos hídricos (UECE, 2023). Atua como pesquisadora colaboradora e supervisora do grupo de estudos em sensoriamento remoto do LABGEO/UECE, além de integrar o Grupo de Pesquisa Semiárido Brasileiro e o Contexto Geoambiental (CNPq). Possui experiência em Geografia Física Aplicada, voltada para a análise geoambiental, a climatologia geográfica, o planejamento urbano e as geotecnologias.

Maria Lúcia Brito da Cruz, Universidade Estadual do Ceará

Tenho graduação em GEOGRAFIA pela Universidade Estadual do Ceará-UECE (1986), Especialização em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE (1989), Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará-UFC (1998), Doutorado em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco-UFPE (2010) e Pós-Doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Pará-UFPA (2018). Atualmente estou professora da Universidade Estadual do Ceará, junto aos cursos de Geografia em nível de Graduação e Pós-Graduação. 

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Publicado

2026-08-21

Como Citar

Alves Lopes, P. E., de Meneses Silva, G., Lima Lourenço, L., & Brito da Cruz, M. L. (2026). SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS DE MASSA EM UM MACIÇO RESIDUAL ÚMIDO CEARENSE. William Morris Davis - Revista De Geomorfologia, 7(2), 262–276. https://doi.org/10.48025/ISSN2675-6900.v7n2.2026.480