//williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/issue/feedWilliam Morris Davis - Revista de Geomorfologia2026-06-19T16:42:29-03:00José Falcão Sobrinhowilliammorrisdavis@uvanet.brOpen Journal Systems<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">A William Morris Davis é uma revista científica digital do Programa de Pós-<br />graduação em Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (PROPGEO-UVA), Ceará, e tem como objetivo ampliar em nível nacional e<br />internacional a publicação de artigos em geomorfologia, como forma de incentivar o crescimento desse ramo da ciência geográfica, bem como dar vazão a produção nacional e internacional sobre o tema.</span></span></p> <p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">O americano William Morris Davis foi professor de Geografia da </span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Universidade Harvard (situada em Boston, Massachussets, EUA), entre o final do século XIX e o início do século XX. É considerado o “pai” da geomorfologia, e ficou conhecido pel</span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">a</span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"> elaboração do chamado “Ciclo de Erosão” (“Ciclo Geográfico” ou “Ciclo de Davis”), teoria que tem como hipótese, de forma simplificada, a evolução do relevo em etapas sucessivas, denominadas juventude, maturidade, senilidade. Com as teorias sobre pediplanação, e após a descoberta da Tectônica de Placas, o “Ciclo de Erosão” ficou desatualizado em diversos aspectos, mas guarda ainda muitos elementos importantes para a análise da evolução da paisagem geomorfológica, tal qual o papel da estrutura geológica e da tectônica na produção de grandes volumes de relevo. A Geomorfologia hoje, mais de um século depois do “Ciclo de Erosão”, apresenta uma diversidade e uma complexidade que Davis nunca imaginou, mas guarda a magia que ele vivenciou. William Morris Davis foi a inspiração inicial para a produção científica que trata do relevo, e a Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) presta aqui sua homenagem a esse grande cientista, na forma da publicação da “Willliam Morris Davis – Revista de Geomorfologia”. Senhores e senhoras geomorfológos e geomorfólogas, sejam bem-vindo(a)s.</span></span></p>//williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/456FEIÇÕES DE DISSOLUÇÃO NO MÁRMORE DA CASA DE PEDRA, MARTINS/RN: IDENTIFICAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOS KARREN 2026-06-16T10:40:29-03:00Luiz Eduardo Panisset Travassosluizepanisset@gmail.comJeferson Rayol Targino da Silvajeffrayol43@gmail.comJacimária Fonseca de Medeirosjacimariamedeiros@uern.br<p>A Casa de Pedra, localizada no município de Martins (RN), constitui um dos mais importantes sítios cársticos desenvolvidos em mármore no Nordeste brasileiro, destacando-se por abrigar a segunda maior caverna em mármore do país. Apesar de sua relevância geomorfológica, os estudos sobre feições de dissolução superficial em mármores do semiárido nordestino ainda são escassos. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo identificar e classificar os karren (lapiás) presentes no afloramento da Casa de Pedra, contribuindo para o conhecimento do geopatrimônio cárstico regional. A pesquisa foi desenvolvida por meio de levantamento fotográfico sistemático em campo e análise morfológica. Foram analisadas a morfologia das feições, sua relação com estruturas geológicas, especialmente fraturas e planos de foliação, e sua distribuição topográfica. Os resultados permitiram identificar oito tipos principais de karren: Rillenkarren, Wandkarren, Rinnenkarren, Kluftkarren, Kamenitza, Craterkarren, Rundkarren e Schichtfugenkarren, além da ocorrência de feições análogas aos Trittkarren. Destaca-se a elevada diversidade morfológica observada, incluindo associações complexas entre diferentes tipos de feições e evidências de transições evolutivas relacionadas às condições de exposição e cobertura da superfície rochosa. A ocorrência simultânea de karren livres e cobertos fornece importantes indicativos paleoambientais, enquanto o forte controle estrutural exercido pela foliação metamórfica e pelas fraturas condiciona a organização espacial das formas. Os resultados confirmam que o afloramento da Casa de Pedra constitui um expressivo campo de karren (karrenfield), de elevada relevância científica, didática e geoconservacionista, reforçando a necessidade de estudos complementares voltados à quantificação morfométrica das feições e à valorização do sítio como elemento do geopatrimônio do semiárido brasileiro.</p>2026-06-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Luiz Eduardo Panisset Travassos, Jeferson Rayol Targino da Silva, Jacimária Fonseca de Medeiros//williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/461ANÁLISE HIDROCLIMÁTICA DAS SERRAS SECAS DO NOROESTE CEARENSE: POTENCIALIDADES NATURAIS DO SEMIÁRIDO2026-06-19T16:42:29-03:00Moisés Fernandes Matosmoisesfernandes215@gmail.comIsorlanda Caracristiisorlanda_caracristi@uvanet.br<p>O presente artigo analisa as condições hidroclimáticas das serras secas da Timbaúba, são Joaquim e Dom Simão, localizadas no noroeste do estado do Ceará, no contexto da Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Ibiapaba. Tendo como objetivo compreender as potencialidades hidrológicas e climáticas dessas formações serranas inseridas no Semiárido brasileiro, destacando sua relevância ambiental e seu papel na regulação hidroclimáticas regional. Além de contribuir para o debate acerca da conservação ambiental e do uso sustentável dos recursos naturais presentes nessas áreas. A metodologia teve como base a integração de dados hidrológicos e climatológicos com uso de técnicas de geoprocessamento e análise espacial. Foram utilizados dados pluviométricos referentes ao período de 2004 a 2024, obtidas em sete estações meteorológicas da FUNCEME. As informações foram organizadas em climogramas contendo medias mensais de precipitação e estimativas de temperatura a partir do software Celina 1.0. As bases cartográficas foram processadas em ambiente SIG, por meio do software QGIS 3.40, possibilitando o mapeamento da rede de drenagem e da distribuição pluviométrica. Também foram realizados trabalhos de campo para observação direta e registro fotográficos das características ambientais. Os resultados indicam que essas serras apresentam condições hidroclimáticas diferenciadas em relação à depressão sertaneja adjacente, favorecendo a maior disponibilidade hídricas local, atuando como áreas de recarga e regulação dos sistemas de drenagem, o que evidencia sua importância para a manutenção dos recursos hídricos e da sustentabilidade ambiental regional.</p>2026-06-19T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Moisés Fernandes Matos, Isorlanda Caracristi