//williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/issue/feedWilliam Morris Davis - Revista de Geomorfologia2026-02-05T11:05:15-03:00José Falcão Sobrinhowilliammorrisdavis@uvanet.brOpen Journal Systems<p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">A William Morris Davis é uma revista científica digital do Programa de Pós-<br />graduação em Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (PROPGEO-UVA), Ceará, e tem como objetivo ampliar em nível nacional e<br />internacional a publicação de artigos em geomorfologia, como forma de incentivar o crescimento desse ramo da ciência geográfica, bem como dar vazão a produção nacional e internacional sobre o tema.</span></span></p> <p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">O americano William Morris Davis foi professor de Geografia da </span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Universidade Harvard (situada em Boston, Massachussets, EUA), entre o final do século XIX e o início do século XX. É considerado o “pai” da geomorfologia, e ficou conhecido pel</span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">a</span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"> elaboração do chamado “Ciclo de Erosão” (“Ciclo Geográfico” ou “Ciclo de Davis”), teoria que tem como hipótese, de forma simplificada, a evolução do relevo em etapas sucessivas, denominadas juventude, maturidade, senilidade. Com as teorias sobre pediplanação, e após a descoberta da Tectônica de Placas, o “Ciclo de Erosão” ficou desatualizado em diversos aspectos, mas guarda ainda muitos elementos importantes para a análise da evolução da paisagem geomorfológica, tal qual o papel da estrutura geológica e da tectônica na produção de grandes volumes de relevo. A Geomorfologia hoje, mais de um século depois do “Ciclo de Erosão”, apresenta uma diversidade e uma complexidade que Davis nunca imaginou, mas guarda a magia que ele vivenciou. William Morris Davis foi a inspiração inicial para a produção científica que trata do relevo, e a Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) presta aqui sua homenagem a esse grande cientista, na forma da publicação da “Willliam Morris Davis – Revista de Geomorfologia”. Senhores e senhoras geomorfológos e geomorfólogas, sejam bem-vindo(a)s.</span></span></p>//williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/424RELEVO: QUESTÕES DE MÉTODO2026-02-05T10:08:08-03:00Dirce Maria Antunes Suertegaraydircesuerte@gmail.com<p>Este artigo aborda, sinteticamente, os estudos sobre relevo considerando diferentes formas de abordagens destas feições sobretudo a partir da construção analítica de geógrafos (as) no Brasil. Centraliza a análise na perspectiva histórica explicitando conceitos fundamentais utilizados no âmbito da geomorfologia (tempo e espaço), (formas e processos). Busca demonstrar que diferentes métodos enfocam a análise do relevo distintamente ora privilegiando a análise em tempo longo (profundo) ora em tempo de curta duração e que estas escolhas fundamentam métodos e objetivos interpretativos em dado contexto histórico geográfico. </p>2026-02-05T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Dirce Maria Antunes Suertegaray//williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/425ETNOGEOMORFOLOGIA NA PESQUISA E NO ENSINO DE GEOGRAFIA: PROPOSIÇÃO METODOLÓGICA PARA A LEITURA DO RELEVO ENTRE O SABER CIENTÍFICO E O SABER POPULAR2026-02-05T10:22:30-03:00José Falcão Sobrinhofalcao.sobral@gmail.com<p>O presente artigo tem como objetivo refletir sobre a aplicabilidade da etnogeomorfologia na pesquisa e no ensino de Geografia, destacando seu potencial como abordagem metodológica integradora entre saberes acadêmicos e populares. A proposta é desenvolvida em atividades de campo realizadas no semiárido, em três compartimentações geomorfológicas distintas, permitindo a leitura e a interpretação do relevo a partir da vivência dos moradores locais. Além disso, o estudo articula a Teoria Geral dos Sistemas à etnogeomorfologia, evidenciando as inter-relações entre processos naturais, dinâmicas sociais e formas de percepção da paisagem. Por fim, apresenta-se uma sequência de vivências que valoriza a visão dos sujeitos locais, associando seus conhecimentos empíricos ao conhecimento científico, de modo a contribuir para práticas pedagógicas mais contextualizadas, críticas e sensíveis às realidades socioambientais.</p>2026-02-05T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 José Falcão Sobrinho//williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/426A GEOMORFOLOGIA COMO BASE PARA A GEOECOLOGIA DA PAISAGEM: INTERDEPENDÊNCIA, TEORIA E APLICAÇAO CONCEITUAL2026-02-05T10:47:05-03:00Maria Rita Vidalritavidal@unifesspa.edu.brEdson Vicente da Silvacacau@gmail.comAbraão Levi dos Santos Mascarenhasabraaolevi@unifesspa.edu.brCamila Esmeralda Bezerracamilaesmeraldo23@gmail.com<p>A compreensão da paisagem como síntese dinâmica de fatores físicos, biológicos e antrópicos tem adquirido centralidade nos estudos ambientais, especialmente no campo da Geoecologia. Nesse contexto, o relevo enquanto expressão morfológica resultante da interação entre processos endógenos e exógenos constitui um elemento fundamental para decifrar a organização espacial e a funcionalidade dos sistemas ambientais. A importância do relevo para a Geoecologia decorre de sua capacidade de estruturar fluxos de matéria e energia, condicionar processos ecológicos, climáticos, pedológicos e definir a compartimentação das unidades de paisagem. A articulação entre estrutura e processo é essencial para interpretar a paisagem como sistema integrado, permitindo identificar formas, padrões e gradientes ambientais. A presente seção, assenta-se na premissa de que o relevo atua de forma integrada em três dimensões: como definidor, como estruturador e como condicionador, sendo este a expressão material dos processos que atuam na organização e estruturação da paisagem.</p>2026-02-05T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Maria Rita Vidal, Edson Vicente da Silva, Abraão Levi dos Santos Mascarenhas, Camila Esmeralda Bezerra//williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/427PATRIMÔNIO GEOMORFOLÓGICO: QUANTA GEOMORFOLOGIA CABE NESSE CONCEITO?2026-02-05T11:05:15-03:00Marcelo Martins de Moura-Fémarcelo.mourafe@urca.br<p>Considerando a crescente importância e desenvolvimento do conceito de patrimônio geomorfológico, este artigo tem como objetivo analisar o conceito de patrimônio geomorfológico, incluindo a diversidade e a abrangência conceitual, sua construção teórica e, por fim, apresentando estudos aplicados, apontando as frentes abertas e as possibilidades de estudos futuros. O percurso metodológico desenvolvido para se alcançar o objetivo proposto teve foco em um amplo embasamento teórico-conceitual, o qual foi abordado a partir de um contingente técnico-científico desenvolvido essencialmente em gabinete, incluindo os levantamentos de dados bibliográficos, análises dos materiais levantados e selecionados, seguidas pela interpretação e discussão dos mesmos e a redação deste manuscrito. Como resultados, tem-se a análise do conceito, com uma proposição conceitual, incluindo um fluxograma considerando os elementos presentes na conceituação proposta e o método de inventário de Moura-Fé (2024); a construção do conceito, suas principais abordagens, com a apresentação de uma linha do tempo simplificada; além da apresentação de diversos estudos de caso, indicando a amplificação das abordagens, com recortes sistematizados em um quadro-síntese. Espera-se que o artigo possa ser uma porta de entrada para pessoas interessadas no conceito e nas temáticas associadas, com a indicação de leituras indispensáveis, aspectos e elementos fundamentais e, por fim, instigando novos estudos e pesquisas.</p>2026-02-05T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Marcelo Martins de Moura-Fé