William Morris Davis - Revista de Geomorfologia //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia <p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">A William Morris Davis é uma revista científica digital do Programa de Pós-<br />graduação em Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (PROPGEO-UVA), Ceará, e tem como objetivo ampliar em nível nacional e<br />internacional a publicação de artigos em geomorfologia, como forma de incentivar o crescimento desse ramo da ciência geográfica, bem como dar vazão a produção nacional e internacional sobre o tema.</span></span></p> <p><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">O americano William Morris Davis foi professor de Geografia da </span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">Universidade Harvard (situada em Boston, Massachussets, EUA), entre o final do século XIX e o início do século XX. É considerado o “pai” da geomorfologia, e ficou conhecido pel</span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;">a</span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"> elaboração do chamado “Ciclo de Erosão” (“Ciclo Geográfico” ou “Ciclo de Davis”), teoria que tem como hipótese, de forma simplificada, a evolução do relevo em etapas sucessivas, denominadas juventude, maturidade, senilidade. Com as teorias sobre pediplanação, e após a descoberta da Tectônica de Placas, o “Ciclo de Erosão” ficou desatualizado em diversos aspectos, mas guarda ainda muitos elementos importantes para a análise da evolução da paisagem geomorfológica, tal qual o papel da estrutura geológica e da tectônica na produção de grandes volumes de relevo. A Geomorfologia hoje, mais de um século depois do “Ciclo de Erosão”, apresenta uma diversidade e uma complexidade que Davis nunca imaginou, mas guarda a magia que ele vivenciou. William Morris Davis foi a inspiração inicial para a produção científica que trata do relevo, e a Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) presta aqui sua homenagem a esse grande cientista, na forma da publicação da “Willliam Morris Davis – Revista de Geomorfologia”. Senhores e senhoras geomorfológos e geomorfólogas, sejam bem-vindo(a)s.</span></span></p> pt-BR <p>This work is licensed under a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Creative Commons Attribution 4.0 International License</a>.</p> <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ul> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem a William Morris Davis o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License (CC-BY 4.0), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo editorial, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).</li> <li class="show">Autores são responsáveis pelo conteúdo constante no manuscrito publicado na revista.</li> </ul> williammorrisdavis@uvanet.br (José Falcão Sobrinho) ( ) Tue, 24 Mar 2026 00:00:00 -0300 OJS 3.3.0.13 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 CLASSIFICAÇÃO POR RANDOM FOREST DA OCUPAÇÃO URBANA E TRANSFORMAÇÃO DE DUNAS EM ÁREAS COSTEIRAS TROPICAIS //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/429 <p>A Praia do Futuro (PF) e a Sabiaguaba (SB), em Fortaleza (CE), apresentam dinâmicas distintas de ocupação urbana e pressão ambiental. Enquanto a PF sofre intensa pressão antrópica com urbanização consolidada, a SB está inserida em uma Área de Proteção Ambiental (APA), o que limita parcialmente a expansão urbana e protege sistemas sensíveis, como dunas e manguezais. Este estudo analisou a expansão urbana e seus impactos sobre as dunas entre 1994 e 2025, utilizando imagens Landsat e classificação supervisionada por Random Forest, com base em amostras previamente delimitadas manualmente nas classes dunas/areia, manguezal, solo exposto, vegetação e construção urbana. O modelo apresentou alto desempenho na PF e moderado na SB, refletindo diferenças de heterogeneidade espacial. Os resultados indicaram expansão urbana mais intensa e densificação na PF, acompanhada de redução significativa das dunas, enquanto na SB a ocupação foi mais dispersa, mas a redução das dunas mostrou forte correlação com a urbanização, evidenciando maior sensibilidade ambiental. Concluiu-se que regiões urbanizadas apresentam degradação acelerada, enquanto áreas protegidas exigem políticas de planejamento e conservação costeira para mitigar impactos sobre ecossistemas sensíveis.</p> Mariany Ferreira de Sousa, Lidriana de Souza Pinheiro Copyright (c) 2026 Mariany Ferreira de Sousa, Lidriana de Souza Pinheiro https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/429 Tue, 24 Mar 2026 00:00:00 -0300 CARACTERIZAÇÃO MORFOTECTÔNICA DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ITABAPOANA (ES/RJ/MG) //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/434 <p>A neotectônica está relacionada a tectônica ressurgente e, consequentemente, associada a processos de reativação de falhas preexistentes. O trabalho tem como objetivo fazer uma investigação morfotectônica na região da Bacia hidrográfica do rio Itabapoana, tomando como base metodológica principal as dinâmicas da drenagem regional, que funciona como um ótimo fator de investigação. A metodologia aplicada consiste principalmente em: identificação de padrões de drenagem presentes na área e classificação das anomalias de drenagem em capturas de drenagens, desvio e decapitação; e fazer uma análise estrutural de dados coletados em campo. Observou-se, a partir da aplicação da metodologia, a associação a dois eventos considerados neotectônicos: evento de Transcorrência Dextral E-W, com a presença de falhas NW-SE, muito comum no Sudeste do Brasil, e o evento de Distenção NW-SE, com falhas NE-SW.</p> Bruno Fernandes Ignacio, Thiago Pinto da Silva Copyright (c) 2026 Bruno Fernandes Ignacio, Thiago Pinto da Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/434 Tue, 24 Mar 2026 00:00:00 -0300 ANÁLISE MORFOMÉTRICA DA SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DOS MACACOS (BACIA DO ACARAÚ–CE) A PARTIR DO USO DE GEOTECNOLOGIAS //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/435 <p>A caracterização de uma sub-bacia hidrográfica a partir de sua morfometria mostra-se como uma relevante análise para se agregar ao planejamento e gestão desta unidade administrativa, auxiliando no desenvolvimento mais equilibrado, que envolva a utilização sustentável dos recursos naturais. Nesse sentido, este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil morfométrico da sub-bacia hidrográfica do rio dos Macacos, afluente do rio Acaraú-CE, considerando os seguintes aspectos: geometria, relevo e drenagem. A aplicação de metodologias quantitativas e técnicas para obtenção de dados por meio do geoprocessamento, representam uma fase essencial e indispensável na catalogação e descrição dos elementos físicos relacionados a sub-bacia como área de estudo. Ela proporciona uma análise dos parâmetros envolvidos, chegando-se a um entendimento desde sua organização e evolução dos processos naturais da área. Estas informações podem auxiliar na tomada de decisões desde seu planejamento, ordenamento e gestão dos recursos hídricos no contexto da sub-bacia hidrográfica como unidade administrativa dos recursos hídricos. Os procedimentos metodológicos envolveram a utilização do <em>software</em> QGIS 3.26 para o tratamento de imagens SRTM-TOPODATA e demais procedimentos de geoprocessamento. Foi possível obter as seguintes características morfométricas: geometria, índice de circularidade, coeficiente de compacidade, fator de forma, padrão de drenagem, hierarquia fluvial, densidade hidrográfica, densidade de drenagem, índice de sinuosidade, declividade média e razão de relevo. Como resultado desses parâmetros, infere-se que a sub-bacia apresenta uma área de drenagem de 1634,912 km² e perímetro de 364,99 km, com formato alongado, mostrando-se pouco favorável a inundações, com classificação de 5ª ordem do rio principal conforme método de Strahler (1952) e com baixo grau de ramificação. A sub-bacia apresenta baixas densidades de drenagem, canal principal anastomosado e com baixa a média declividade, que em condições naturais não é propensa a erosão fluvial.</p> Moisés Fernandes Matos, Fábio Souza e Silva da Cunha, Isorlanda Caracristi Copyright (c) 2026 Moisés Fernandes Matos, Fábio Souza e Silva da Cunha, Isorlanda Caracristi https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/435 Tue, 24 Mar 2026 00:00:00 -0300 PROPOSTA DE ROTEIRO GEOTURÍSTICO NO PARQUE MUNICIPAL ARQUEOLÓGICO MORRO DA QUEIMADA: ROTA DAS RUÍNAS //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/423 <p>O estudo sobre os sítios urbanos históricos se faz presente não apenas pela sua importância enquanto patrimônio, mas <br />também pelas questões relacionadas ao seu uso, conservação e utilização do espaço através do turismo consciente. A partir <br />deste pressuposto, esta pesquisa tem como objetivo a proposição de rota turística no Parque Municipal Arqueológico Morro <br />da Queimada (PMAMQ), localizado em Ouro Preto - MG. Para a criação dessa rota, foi utilizado GPS para <br />georreferenciamento das trilhas e pontos que foram considerados importantes para a visitação. Considerando sua <br />importância patrimonial, cultural e histórica, em contraponto com sua constante degradação através dos meios antrópicos, <br />a sugestão de um roteiro turístico visa garantir a sensibilização da população, fomentando e estimulando boas práticas, como <br />sua conservação e divulgação. <br /><br /></p> Andressa Carvalho Damasceno, Diego Alves de Oliveira Copyright (c) 2026 Andressa Carvalho Damasceno, Diego Alves de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/423 Tue, 24 Mar 2026 00:00:00 -0300 CARACTERIZAÇÃO MORFOTECTÔNICA EM UM TRECHO DA REGIÃO DA DEPRESSÃO INTERPLANÁLTICA POMBA-MURIAÉ (CARTA ITALVA, RJ) //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/430 <p>O Sudeste do Brasil é reconhecido como área sujeita a reativações tectônicas e tem sido alvo de estudos morfotectônicos, uma abordagem geomorfológica voltada à compreensão das formas e paisagens do relevo desenvolvidas em áreas influenciadas pela neotectônica. Este trabalho tem como objetivo a caracterização morfotectônica de um trecho da Depressão Interplanáltica Pomba-Muriaé (Carta Italva, RJ), adjacente ao Sistema de Riftes Cenozoicos do Sudeste do Brasil (SRCSB), pressupondo influência de reativações tectônicas. A metodologia baseia-se na identificação de<em> landforms</em> tectônicos e na reorganização da rede de drenagem. Os resultados indicam concordância parcial com a declividade regional (NE-SW), enquanto anomalias de drenagem, vales retilíneos e alinhamentos de facetas triangulares ortogonais (NW-SE) indicam reativação tectônica.</p> Umberto Alves Neto, Thiago Pinto da Silva Copyright (c) 2026 Umberto Alves Neto, Thiago Pinto da Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/430 Tue, 24 Mar 2026 00:00:00 -0300 A GEODIVERSIDADE NOS PLANOS DE MANEJO DOS PARQUES NACIONAIS NO ESTADO DO PIAUÍ (BRASIL) //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/428 <p>Têm-se como objetivo analisar os Planos de Manejo dos Parques Nacionais de Sete Cidades, Serra da Capivara e Serra das Confusões (PI, Brasil) no que se refere as considerações do termo geodiversidade e de temas correlatos considerando as ações efetivas e permanentes do documento nos objetivos de conservação da natureza abiótica, bem como nos programas de educação e interpretação ambiental. Foi realizado levantamento bibliográfico e de relatórios técnicos e levantamento documental dos planos de manejo. A relevância da temática justifica a realização da pesquisa. Conclui-se que a consulta aos planos de manejo revelam uma ausência significativa e problemática do termo geodiversidade e de temas correlatos. Essa omissão não é meramente terminológica, mas reflete uma fragilidade estrutural na abordagem adotada, os componentes abióticos, são tratados de forma implícita, fragmentada e subordinada.</p> Helena Vanessa Maria da Silva Copyright (c) 2026 Helena Vanessa Maria da Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/428 Tue, 24 Mar 2026 00:00:00 -0300 APLICAÇÃO DO PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO RÁPIDA DE RIOS NO RIACHO CANA-BRAVA, EM ALTO LONGÁ - PIAUÍ //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/386 <p class="s20"><span class="s19"><span class="bumpedFont17">O presente estudo teve como objetivo aplicar o Protocolo de Avaliação Rápida (PAR) no Riacho </span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">Cana-Brava</span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">, localizado no município de Alto Longá, no estado do Piauí, a fim de diagnosticar suas condições ecológicas e identificar possíveis impactos decorrentes de intervenções antrópicas. A </span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">pesquisa</span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17"> utiliz</span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">ou</span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17"> uma abordagem </span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">quali</span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">-quantitativa, com observação direta em campo e análise de 13 parâmetros ambientais. Três trechos do curso d’água foram avaliados: </span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">i) </span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">Ponte da Boca do Coco, </span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">ii) </span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">Ponte de Madeira com acesso à Fazenda Nova e a </span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">iii) </span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">barragem construída no leito do riacho</span></span> <span class="s19"><span class="bumpedFont17">Cana-Brava</span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">. Os resultados demonstraram que todos os trechos apresentaram condições ambientais satisfatórias, sendo classificados como “naturais”, embora com variações pontuais relacionadas à vegetação ciliar, presença de resíduos e alterações no fluxo da água. O estudo evidenciou a eficácia do PAR tanto como instrumento de diagnóstico ambiental quanto como ferramenta pedagógica, promovendo o protagonismo estudantil, a educação ambiental e o desenvolvimento de uma consciência crítica voltada à preservação dos recursos hídricos.</span></span></p> <p class="s22"><span class="s21"><span class="bumpedFont17">Palavras-chave:</span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17"> Protocolo de avaliação rápida</span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">. </span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">Recursos hídricos. Riacho </span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">Cana-Brava</span></span><span class="s19"><span class="bumpedFont17">.</span></span></p> Yana Gabriele Lopes Marques, Suellane Dos Santos Nepomuceno , Cláudia Maria Sabóia de Aquino, Roneide dos Santos Sousa Copyright (c) 2026 Yana Gabriele Lopes Marques, Suellane Dos Santos Nepomuceno , Cláudia Maria Sabóia de Aquino, Roneide dos Santos Sousa https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/386 Tue, 24 Mar 2026 00:00:00 -0300 CARACTERIZAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RESERVATÓRIO SALÃO EM CANINDÉ/CE: ESTUDO APLICADO À PLUVIOMETRIA DA REGIÃO SEMIÁRIDA //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/439 <p>A análise de bacias hidrográficas é fundamental para a compreensão da dinâmica hidrológica e para o planejamento do uso sustentável dos recursos hídricos, especialmente em regiões semiáridas caracterizadas pela irregularidade das precipitações. O presente estudo teve como objetivo realizar a caracterização da Bacia Hidrográfica do Reservatório Salão, localizada no município de Canindé, Ceará, com ênfase na análise da precipitação pluviométrica da região. Para isso, foram utilizados dados de postos pluviométricos disponibilizados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), considerando uma série histórica aproximada de 30 anos. A delimitação da bacia hidrográfica foi realizada por meio de técnicas de geoprocessamento utilizando o software QGIS e Modelos Digitais de Elevação (MDE) obtidos da missão Shuttle Radar Topography Mission (SRTM). A precipitação média da bacia foi estimada utilizando os métodos da média aritmética, polígonos de Thiessen e isoietas. Os resultados indicaram uma precipitação média ponderada de aproximadamente 345,40 mm para a área de estudo, evidenciando características típicas do clima semiárido, marcado pela irregularidade espacial e temporal das chuvas. A caracterização morfométrica da bacia revelou uma área aproximada de 83,46 km², forma alongada e baixa densidade de drenagem, fatores que influenciam diretamente o comportamento hidrológico e o tempo de concentração das águas. Conclui-se que a integração de técnicas de geoprocessamento com métodos hidrológicos tradicionais constitui uma ferramenta eficiente para o estudo de bacias hidrográficas, contribuindo para o planejamento de recursos hídricos e para a gestão sustentável da água em regiões semiáridas.</p> Alh Gabriella Rault, Edson Vicente da Silva Copyright (c) 2026 Alh Gabriella Rault, Edson Vicente da Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/439 Thu, 26 Mar 2026 00:00:00 -0300 AS MICROFORMAS EM INSELBERGS E LAJEDOS DE QUIXADÁ-CE: UM ESTUDO NO TERRITÓRIO DO PROJETO GEOPARQUE SERTÃO MONUMENTAL //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/440 <p>No território dos municípios de Quixadá e Quixeramobim, região do Sertão Central do Ceará, existe um Projeto intitulado Geoparque Sertão Monumental (PGSM), que tem como objetivo principal a geoconservação da paisagem granítica e dos relevos locais. A área se destaca pela ocorrência de um extenso campo de inselbergs que marcam a paisagem da Superfície Sertaneja. Esse campo abriga uma diversidade de microformas/geoformas, como as vasques, gnammas e caneluras (feições mais associadas à dissolução) e tafoni de colapso (associados à meteorização termoclástica e à esfoliação). A pesquisa teve como objetivo realizar um levantamento exploratório das microformas presentes nos inselbergs e lajedos de Quixadá, colaborando com a disseminação de conhecimentos sobre a geodiversidade do território e fortalecendo a consolidação da referida proposta na região. A metodologia consistiu em revisão de literatura e levantamento de campo, utilizando câmera fotográfica, GPS e drone para a produção de dados georreferenciados e, por fim, a sistematização e análise dos levantamentos por meio da produção de artigo científico. Dessa forma, foram identificadas oito geoformas: tafoni, alvéolos, caos de blocos, caneluras, gnammas, flared slopes, boulders, tors e castle koppies. Portanto, a identificação apropriada e detalhada das microformas contribui para ampliar o conhecimento científico sobre a evolução dos relevos graníticos, o que, por meio de pesquisas científicas, fortalece o PGSM e aprimora a produção científica nacional sobre o território, considerando que este é visitado e estudado em âmbito internacional.</p> Eduarda Celestino Portela de Sousa, Caroline Vitor Loureiro Copyright (c) 2026 Eduarda Celestino Portela de Sousa, Caroline Vitor Loureiro https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/440 Thu, 26 Mar 2026 00:00:00 -0300 ANÁLISE ESTRUTURAL DO CARSTE DO LAJEDO DA ESCADA (BARAÚNA-RN) E SUA ASSOCIAÇÃO À NEOTECTÔNICA ATUANTE NA BACIA POTIGUAR //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/441 <p>A pesquisa consistiu em um estudo descritivo dos atributos estruturais de uma área situada em exposição de calcários Mesozóicos da Formação Jandaíra, amplamente aflorante na parte emersa da Bacia Potiguar. Mais especificamente um extenso pavimento cárstico superior, denominado Lajedo da Escada, localizado na comunidade de Olho D’água da Escada, no município de Baraúna, estado do Rio Grande do Norte. A metodologia contou com a interpretação de imagens de satélites, através da plataforma Google Earth para identificar preliminarmente a área total de exposição cárstica e para elaboração de um mapa prévio da área de estudo. Foram consultados dados cartográficos já existentes de órgãos como Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Agência Nacional de Mineração (ANM), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), bem como, foram realizados aerolevantamento por meio de drone, o que permitiu a análise detalhada das feições estruturais e auxiliou na identificação de áreas representativas para as coletas de dados de campo. Foram identificados os esforços neotectônicos atuantes na Bacia Potiguar foram responsáveis pelo alinhamento das fraturas com direções preferenciais NW-SE e NE-SW. A maior frequência a abertura da primeira direção de fratura, correlata ao sistema de falhas de Afonso Bezerra (NW-SE) é inferida por reativações desse sistema durante o período Cenozóico.</p> Daniel Matheus da Silva Sobral, Gutemberg Henrique Dias, Felipe da Silva Peixoto, Robson Fernandes Filgueira Copyright (c) 2026 Daniel Matheus da Silva Sobral, Gutemberg Henrique Dias, Felipe da Silva Peixoto, Robson Fernandes Filgueira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/441 Thu, 26 Mar 2026 00:00:00 -0300 A GRUTA DE PATAMUTÉ COMO EXPRESSÃO DA GEODIVERSIDADE DO SUBMÉDIO SÃO FRANCISCO: AVALIAÇÃO DO POTENCIAL GEOMORFOLÓGICO ATRAVÉS DO SAPGEO //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/442 <p>A geodiversidade é um componente vital do património natural, exigindo métodos quantitativos para estratégias de conservação. Este estudo avalia o património geomorfológico da Gruta de Patamuté (Curaçá, Bahia), inserida no semiárido do Submédio São Francisco. A metodologia baseou-se no inventário de Pereira et al. (2007), sistematizado pelo software SAPGeo, que fundamenta a transição para a geomorfometria digital e mitiga subjetividades analíticas. Os resultados indicaram um Valor Total de 12,14. A análise comparativa com geossítios nacionais consolidados (Lapa Doce e Poço Encantado) revelou que a Gruta de Patamuté detém um Valor Científico (VCi = 3,75) superior às referências estaduais, embora a sua relevância total seja penalizada por lacunas críticas de gestão (VPr = 1,25). Conclui-se que a integração do SAPGeo como “sentinela digital” e a adoção de modelos de Ciência Cidadã permite um monitoramento dinâmico e participativo, elevando a resiliência da comunidade local e garantindo a sustentabilidade deste geomorfossítio estratégico.</p> Felipe Gonçalves Campos, thaís de Oliveira Guimarães, Jacimária Fonseca de Medeiros , Rafaela Sousa da Silva Copyright (c) 2026 Felipe Gonçalves Campos, thaís de Oliveira Guimarães, Jacimária Fonseca de Medeiros , Rafaela Sousa da Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 //williammorrisdavis.uvanet.br/index.php/revistageomorfologia/article/view/442 Thu, 26 Mar 2026 00:00:00 -0300