IMPLICAÇÕES LITOLÓGICAS E ESTRUTURAIS NAS UNIDADES DE RELEVO DA BACIA POTIGUAR NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.48025/ISSN2675-6900.v7n3.2026.465Palavras-chave:
Geomorfologia Cárstica, Bacia Potiguar, Formação Jandaíra, Tectônica Cenozoica, Semiárido BrasileiroResumo
O presente trabalho analisa a evolução morfotectônica e a compartimentação geomorfológica da Bacia Potiguar, localizada no semiárido do Nordeste brasileiro. O trabalho fundamenta-se na compreensão de como o arcabouço estrutural, herdado do rifteamento cretáceo e reativado por campos de tensões cenozoicos, controla a organização da drenagem e a modelagem do relevo. A metodologia baseou-se no uso de dados secundários do IBGE, processamento de Modelos Digitais de Elevação (SRTM) e análise litoestratigráfica. Os resultados destacam a predominância de superfícies rebaixadas (altitudes entre 42 e 70 metros), que compreendem 20% da área total, contrastando com relevos residuais de controle tectônico, como a Serra do Mel e o Domo Seco. Evidenciou-se que a Formação Jandaíra, composta por rochas carbonáticas, sustenta um expressivo carste tropical semiárido. Conclui-se que a densidade de feições exocársticas e endocársticas (cavernas e dolinas) é diretamente condicionada por sistemas de falhas e fraturas (direções NW–SE e NE–SW), que compensam as restrições climáticas da região e promovem a dissolução química do substrato.
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