APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS E CARTOGRAFIA GEOMOR-FOLÓGICA NO ENSINO DE GEOGRAFIA: CONTRIBUIÇÕES PARA O DE-SENVOLVIMENTO DO RACIOCÍNIO ESPACIAL NO SEMIÁRIDO BRASILEI-RO
DOI:
https://doi.org/10.48025/ISSN2675-6900.v7n2.2026.460Palavras-chave:
Ensino de Geografia, Metodologias ativas, Cartografia GeomorfológicaResumo
O ensino de Geografia é atravessado por leituras que separam o meio físico-natural da ação humana, não se trata apenas de um resquício conceitual, mas de uma herança epistemológica que, ao fragmentar o espaço, limita o raciocínio geográfico no contexto escolar. E é justamente nesse ponto que emerge uma inquietação que orienta este estudo: até que ponto essa divisão não tem contribuído para esvaziar a potência interpretativa da Geografia como linguagem de compreensão do mundo? O que se observa, no cotidiano das práticas educativas, não é uma ruptura consolidada, mas um campo tensionado. De um lado, persistem abordagens centradas na transmissão e descritiva de conteúdos. De outro, intensifica-se a demanda por metodologias que promovam ao estudante um papel mais ativo, não apenas como receptor, mas como sujeito que questiona e interpreta o espaço vivido. Portanto, a hipótese de que a articulação entre a cartografia geomorfológica e metodologias ativas possa contribuir para o ensino dos componentes físico-naturais de uma abordagem meramente descritiva para uma perspectiva relacional e processual, é uma escolha metodológica, para compreender a cartografia não apenas como técnica de representação, mas como mediação epistemológica capaz de tensionar e reorganizar formas de pensar o espaço. A investigação assume uma abordagem qualitativa, de caráter reflexivo-narrativo, aplicada em turma de sexto (6) ano, da Escola de Tempo Integral Maria Dorilene Arruda Aragão, localizada no município de Sobral–CE, pertencendo à rede de ensino pública municipal. A atividade foi apoiada na Aprendizagem Baseada em Problemas como estratégia de mobilização do pensamento, articulada ao uso da cartografia enquanto dispositivo de leitura e produção de sentidos sobre o espaço. Os resultados apontam que o ensino dos componentes físico-naturais exige mais do que intencionalidade didática. Exige rigor conceitual, e sobretudo coerência epistemológica na forma como natureza e sociedade são mobilizadas no processo de ensino em sala de aula. A pesquisa reafirma a necessidade de um ensino de Geografia que não apenas informe, mas que forme sujeitos capazes de construir leituras críticas, situadas e integradas do espaço geográfico.
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