MIRANTES COMO FERRAMENTAS PEDAGÓGICAS NA LEITURA DA PAISAGEM: UMA AVALIAÇÃO GEOMORFOLÓGICA DA GEODIVERSIDADE EM PATU–RN
DOI:
https://doi.org/10.48025/ISSN2675-6900.v7n2.2026.459Palavras-chave:
Geodiversidade, Geopatrimônio, Mirantes, Patu, Ensino de GeografiaResumo
A sociedade contemporânea demonstra um interesse crescente pelas paisagens naturais de valor estético, científico e cultural, contexto no qual a metodologia de mirantes se destaca como ferramenta para identificar processos do meio abiótico e promover a geoconservação. Esta pesquisa analisa a Serra do Lima e o Morro do Pelado, em Patu (RN), como mirantes estratégicos para a leitura da paisagem e o ensino de Geociências no semiárido nordestino. A metodologia estruturou-se em três etapas: levantamento bibliográfico sobre geopatrimônio e geossítios de mirantes, etapa de campo para reconhecimento das feições geomorfológicas; e avaliação quantitativa dos valores científico, estético, turístico, cultural e didático, baseada nas propostas de Diniz e Araújo (2022) e Araújo (2025). Geologicamente inseridos na Depressão Sertaneja como relevos residuais do embasamento cristalino, os locais avaliados apresentaram elevado valor científico (15 pontos) e estético (20 pontos), além de expressivo potencial didático devido à presença de microformas como tafoni, gnammas e descamação esferoidal. Os resultados indicam que esses mirantes ultrapassam a função contemplativa, configurando-se como espaços estratégicos para a educação geográfica e a valorização do geopatrimônio sertanejo. Conclui-se que a utilização desses pontos elevados como "laboratórios vivos" fortalece o raciocínio geográfico e a compreensão integrada da geodiversidade, contribuindo para práticas pedagógicas críticas e para a preservação da memória e identidade local.
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