CARTOGRAFIA GEOMORFOLÓGICA DO ESTADO DE RORAIMA: UMA ABORDAGEM BASEADA NA EVOLUÇÃO TECTÔNICA E EM PARÂMETROS GEOMORFOMÉTRICOS
DOI:
https://doi.org/10.48025/ISSN2675-6900.v6n2.2025.452Palavras-chave:
Mapeamento Geomorfológico, Morfometria, Morfoestrutura, Amazônia SetentrionalResumo
A evolução das classificações do relevo brasileiro caminha para a integração morfoestrutural, superando critérios estritamente altimétricos. O Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo (SBCR) surge para unificar essa taxonomia diante da fragmentação metodológica histórica. Em Roraima, mapeamentos pretéritos carecem de detalhamento tectônico-estrutural, justificando a aplicação dos pressupostos do SBCR mediante modelos geodinâmicos e geomorfometria. O objetivo deste trabalho é realizar o mapeamento geomorfológico de Roraima conforme as diretrizes do SBCR, integrando parâmetros físicos e o contexto geotectônico regional para subsidiar o planejamento territorial com uma base de dados padronizada e científica. A metodologia integrou modelagem geomorfométrica e análise tectono-estrutural para a compartimentação do relevo roraimense, conforme o SBCR. Utilizaram-se Modelos Digitais de Elevação para processar parâmetros de amplitude e dissecação via álgebra de mapas e algoritmos de filtragem. O primeiro táxon baseou-se em critérios morfométricos, enquanto o segundo fundamentou-se no comportamento litoestratigráfico e dados estruturais, correlacionando-os ao arcabouço geotectônico regional. Os resultados evidenciaram a ausência de montanhas e a predominância de planaltos denudacionais, superfícies rebaixadas e planícies deposicionais no primeiro táxon. A integração entre os modelos de evolução geotectônica e a validação de campo permitiu a delimitação do segundo táxon, identificando domínios morfoestruturais do Cráton Amazônico, bacias intracratônicas e coberturas cenozoicas. Tal síntese consolidou a cartografia geomorfológica de Roraima, assegurando a precisão taxonômica e a coerência geológica regional. A compartimentação de Roraima revela macrocompartimentos denudacionais e de acumulação vinculados ao arcabouço geológico. A definição de domínios morfoestruturais consolida um zoneamento consistente que harmoniza a taxonomia geomorfológica à geologia regional.
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