ANÁLISE MORFOMÉTRICA DA SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DOS MACACOS (BACIA DO ACARAÚ–CE) A PARTIR DO USO DE GEOTECNOLOGIAS
DOI:
https://doi.org/10.48025/ISSN2675-6900.v7n2.2026.435Palavras-chave:
Morfometria, Geoprocessamento, Sub-bacia hidrográficaResumo
A caracterização de uma sub-bacia hidrográfica a partir de sua morfometria mostra-se como uma relevante análise para se agregar ao planejamento e gestão desta unidade administrativa, auxiliando no desenvolvimento mais equilibrado, que envolva a utilização sustentável dos recursos naturais. Nesse sentido, este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil morfométrico da sub-bacia hidrográfica do rio dos Macacos, afluente do rio Acaraú-CE, considerando os seguintes aspectos: geometria, relevo e drenagem. A aplicação de metodologias quantitativas e técnicas para obtenção de dados por meio do geoprocessamento, representam uma fase essencial e indispensável na catalogação e descrição dos elementos físicos relacionados a sub-bacia como área de estudo. Ela proporciona uma análise dos parâmetros envolvidos, chegando-se a um entendimento desde sua organização e evolução dos processos naturais da área. Estas informações podem auxiliar na tomada de decisões desde seu planejamento, ordenamento e gestão dos recursos hídricos no contexto da sub-bacia hidrográfica como unidade administrativa dos recursos hídricos. Os procedimentos metodológicos envolveram a utilização do software QGIS 3.26 para o tratamento de imagens SRTM-TOPODATA e demais procedimentos de geoprocessamento. Foi possível obter as seguintes características morfométricas: geometria, índice de circularidade, coeficiente de compacidade, fator de forma, padrão de drenagem, hierarquia fluvial, densidade hidrográfica, densidade de drenagem, índice de sinuosidade, declividade média e razão de relevo. Como resultado desses parâmetros, infere-se que a sub-bacia apresenta uma área de drenagem de 1634,912 km² e perímetro de 364,99 km, com formato alongado, mostrando-se pouco favorável a inundações, com classificação de 5ª ordem do rio principal conforme método de Strahler (1952) e com baixo grau de ramificação. A sub-bacia apresenta baixas densidades de drenagem, canal principal anastomosado e com baixa a média declividade, que em condições naturais não é propensa a erosão fluvial.
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